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Os professores

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Vivemos no nosso País momentos únicos e melindrosos.

Depois de um incêndio sem comparação a nenhum outro pelos fenómenos naturais a ele associados deixando um rasto de morte, dor e destruição da natureza, surgiu outra calamidade sem precedentes que arrasa de novo vidas e floresta sem medida e, como se tudo isso não bastasse, para complemento, uma seca enorme!

Muito se falou destes tristes acontecimentos, muito se tem feito para minimizar os danos materiais causados já que as vidas não têm preço, embora haja formas de mostrar que ninguém fica indiferente a tamanha desgraça.

Os tempos nem sempre correspondem à vontade dos homens, aos seus desejos e à satisfação dos seus direitos.

Quer se queira ou não, todos temos a noção dos desafios que esta governação do País tem enfrentado com coragem, determinação, abertura ao diálogo e respeito pela democracia.

Tomar conta de um país em desordem e no qual os direitos fundamentais dos cidadãos estavam fechados há anos em gavetas, não é tarefa fácil para quem assume a responsabilidade de reerguer a confiança, promover o desenvolvimento, diminuir o desemprego, e melhorar as condições de vida dos que já nada podem produzir.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Os professores são os pilares da educação de um povo. Cumprem a sua missão, muitas vezes, com muito mais eficácia que as próprias famílias dos seus alunos. Talvez custe a certas pessoas aceitar esta realidade mas o certo é que ela existe. Quantas crianças e jovens encontram no professor um amigo e confidente!

O trabalho de educar, sem querer menosprezar nenhuma outra profissão, tem a particularidade de penetrar não só no intelecto do aluno mas também no seu psíquico. É com o professor que o aluno passa a maior parte do seu dia. Se o professor o observa, o aluno também está atento ao seu professor. Passa a conhecer as suas reações e estados de espírito. Há uma grande ligação entre um e outro. E só assim o ato de educar pode alcançar a verdadeira plenitude.

Ora, se o professor se sente explorado no trabalho que realiza, se não tem as condições a que tem direito, como pode estar tranquilo, bem disposto, com saúde mental para cumprir as tarefas que tem pela frente? O professor não é um robot! O professor é um ser humano, pensante, atuante, responsável e sempre desejoso de progredir para cumprir com mais valências e competências, a sua tarefa.

Assiste-lhe o direito de se manifestar quando se sente defraudado e injustiçado.

Como eu os entendo. Claro que sei também que não são todos iguais, não têm todos as mesmas capacidades, não têm todos aquela vocação genuína, mas são responsáveis, assumem os compromissos que tomam e merecem ter uma carreira que os dignifique.

Ficamos mais tranquilos, principalmente quem tem crianças em idade escolar, quando professores e governo chegam a um acordo viável de cumprir nos tempos aprazados.

Mas o país estava minado de injustiças. Agora, a pouco e pouco, vão-se abrindo as páginas e são tremendas as injustiças deixadas. São os enfermeiros e os médicos que se queixam, são os polícias e guardas, enfim, é um muro de lamentações que durante os anos anteriores esteve num silêncio forçado e sem força para se manifestar.

Creio, convictamente, que, com sabedoria e ponderação, o governo em exercício irá devolvendo a todos, os seus direitos e respondendo às suas reivindicações.

É preciso que haja pão para todos! Que não haja tristeza nem revolta no coração de nenhum trabalhador e todos possam dar o seu melhor contributo à terra que amamos e desejamos ver progredir, este lindo Portugal que mentes criminosas querem tornar árido e desolador.

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