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Opinião de Graça AmiguinhoSe para alguns, como eu, que tudo fizemos para que esta realidade não nos atingisse, em virtude de sabermos os perigos que poderíamos correr, para muita gente, tudo isto não passa de uma falácia, um entretenimento de mau gosto, uma forma de enganar a humanidade, apostando, os poderosos, na destruição total das economias mais frágeis para que, no acerto de contas, se auto proclamem os donos do mundo.

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Triste fechar de olhos à ciência e à história dos povos, que tantas vezes, ao longo dos séculos, foram dizimados por pandemias.

Todos sabemos que, no meio de um grande combate, há sempre quem sofra mais, quem corra mais riscos e também quem enriqueça com a infelicidade dos outros.

Com o Covid-19 nada será diferente.

Nós já deveríamos ter uma mentalidade mais evoluída, uma formação cívica mais aberta e capaz de entender que ninguém está sozinho no planeta Terra e que dependemos todos uns dos outros. Formamos uma massa anónima, mas que tem responsabilidades em relação aos seus próprios comportamentos e às atitudes que toma, no meio em que vive.

Ninguém terá prazer em sofrer e ver os outros sofrer. Só a irreverência e a loucura poderão ficar indiferentes às notícias que chegam até nós, de todos os cantos do mundo, e hoje, graças às novas tecnologias, cada vez mais rápidas e documentadas com imagens que nos atordoam a mente e nos angustiam o coração.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Há uma certeza que ninguém deveria esquecer: nada acontece só aos outros e longe de nós! De um momento para o outro, o tão devastador vírus, entra em nós, obriga-nos ao isolamento, cria no nosso espírito o pânico, sobretudo em relação à sua propagação aos que amamos e nos rodeiam.

É desse medo e insegurança, que pessoas normais, conscientes da gravidade do problema, se sentem invadidas. Quando o vírus não consegue, certamente como seria a sua função, destruir-nos fisicamente, não significa que não nos cause danos psicológicos e nos mostre algumas fragilidades que nunca se tinham manifestado no nosso corpo.

Quantas pessoas que foram infetadas pelo Covid-19, ao longo destes meses, se queixam de perturbações, tanto do foro físico como mental!

Ninguém se queixa sem razão, ninguém inventa mazelas que não tenha.

Infelizmente, os doentes que morreram, vítimas do Covid-19, esses nada nos puderam contar, porque se pudessem, certamente, os incrédulos, os negacionistas, iriam tremer de medo e insegurança e respeitariam as regras ditadas por quem tem responsabilidades na defesa da saúde pública.

Só unidos em pensamento, não fisicamente, pois o risco é muito maior, poderemos ultrapassar esta pandemia que nos inquieta, nos rouba o sossego e a saúde.

Resta-nos a esperança e confiança na ciência, que trabalha dia e noite, na busca de soluções que aliviem este sofrimento e ansiedade.

Acreditemos que nada é impossível, se toda a humanidade remar no mesmo sentido, o do bem comum.

Aguardamos o plano de vacinação em Portugal e que ele seja abrangente e justo para todos os portugueses. Neste momento, há conhecimento de critérios já adotados por alguns países da Europa. Certamente, em Portugal, as regras serão as mesmas. Assim o desejamos.