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Há perguntas que para sempre ficam sem resposta, porque nada existe que as possa justificar.

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Diz-me, amor, que me amas!
Diz-me, porque não me olhas
com mesma ternura de outrora!
Tenho os olhos cansados, doídos,
ninguém ouve os meus gemidos,
e a dor que a minha alma chora.

Onde estão as promessas
de amor eterno, as alegrias?
Onde estão os abraços e beijos
que nos uniram?
Tudo faço sem que me peças
e em meu peito bate ainda
a esperança de viver os dias
que as discussões
destruíram…

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

São lamentos, sofrimentos abafados, quantas vezes, anos seguidos, de mulheres que sonharam encontrar o amor que se tornou, sem perceberem porquê, num mar de loucura, amargura e dor.

São famílias vivendo debaixo do mesmo tecto onde a discórdia é o pão de cada dia, ou por falta dele ou por insanidade mental que destrói, lentamente, a paz e termina, tantas vezes, no abismo profundo de um crime irreparável.

Ao ler notícias que relatam o aumento da violência doméstica no Alentejo, fico verdadeiramente perplexa, pois raramente se conheciam casos com tal gravidade.

Sempre houve e haverá, pessoas que perdem o domínio de si, por ciúme.
Sempre ouvi falar, que as telhas encobriam muita coisa que não saía para fora de portas.

Muitas dessas dores, caladas e encobertas, redundavam num desfecho dramático de loucura e auto-destruição, mas nunca de agressão a outrem.

O que está acontecendo merecerá ser tido em conta pelos responsáveis da saúde mental pois se deduz que, muito há a fazer para colmatar as perturbações psicológicas que arrastam as pessoas para atitudes descontroladas, com resultados tristemente dramáticos.

De que vale a vida sem perdão e compreensão?
Não tem o amor a força de tudo vencer?

Hoje, a liberdade alcançou patamares jamais conhecimentos na história da humanidade.
Hoje, quem tem a honestidade e frontalidade de reconhecer que errou nas escolhas que fez, pode fazer as suas opções de mudança de vida, à luz da lei.
Hoje, a sociedade aceita sem complexos os que terminam uma relação amorosa e recomeçam outra.

A vida tem mais valor se for vivida com lealdade e sem hipocrisia.
Ninguém é dono de ninguém e a escravatura psicológica não tem razão de existir em pleno séc. XXI

Homens e mulheres devem assumir-se como seres racionais e dignos no respeito mútuo.