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Temos na memória essa expressão que ainda hoje é conotada com o regime da Ditadura vivida durante os quarenta longos anos do fascismo.

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O povo apenas tinha liberdade para gostar de «Fado», «Fátima» e «Futebol» porque tudo o que dissesse respeito a direitos e liberdade, era impossível sequer, falar, quanto mais contestar!

Com a Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, o povo português conheceu a alegria da liberdade de expressão, da associação sindical, de poder escolher o partido político com o qual mais identifica a sua forma de pensar, fazer greve sem repressão, depor nas mãos dos seus representantes na Assembleia da República ou no Parlamento Europeu, os seus anseios, os seus problemas sociais e confiar que, com a força das negociações, os seus direitos sejam defendidos.

Mas voltando às tradições atrás referidas, elas não morreram. Pelo contrário! Mantêm-se e têm sido valorizadas e têm conquistado adeptos e fiéis seguidores, ao longo de um século.

O Fado subiu a escadaria do prestígio e hoje é reconhecido como Património Imaterial da Humanidade. Portugal tem belas vozes masculinas e femininas honrando a memória da Severa, de Amália Rodrigues, de Alfredo Marceneiro e outros grandes fadistas.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Fátima alcançou o respeito e adoração em todo o mundo. Ali acorrem durante todo o ano, com realce especial dos dias 13 de maio e 13 de outubro, milhares de fiéis, não só portugueses, que continuam seguindo a pé, em peregrinação, até ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, pelas mais diversas razões, mas também, gentes vindas de todos os continentes da terra, unidas na mesma devoção a Maria, Mãe de Jesus Cristo e nossa Mãe!

O Futebol continua a ser o desporto-rei que reúne milhões de seguidores, distribuídos por diversos clubes aos quais se dedicam de alma e coração, formando verdadeiras famílias desportistas.

Dos clubes nacionais têm saído grandes jogadores, sobressaindo, neste século, Cristiano Ronaldo, o português mais conhecido em todo o mundo.

Quanto às escolhas políticas do povo português, a diversidade é cada vez maior, mas na verdade, há sempre alguns partidos nos quais, uma maioria dos eleitores, mais confia.

Assistimos, por vezes, a debates que deixam muito a desejar por serem um verdadeiro culto da demagogia.

Há muita conversa, muitos ataques entre os adversários e não debatem as ideias fundamentais de defesa do país, na Europa.

Que nos interessa ouvir insultos e conhecer a vida privada dos intervenientes, se o que nos importa é testar a sua capacidade de trabalho, a sua competência para dialogar e defender Portugal na Comunidade Europeia?!

O povo português, embora às vezes seja um pouco «masoquista» porque depressa esquece o que sofreu, está como o «gato escaldado que de água fria tem medo» e não vai em cantigas nem em promessas milagrosas. Joga pelo certo porque, tal como diz o provérbio: «mais vale um pássaro na mão do que dois a voar».

No Parlamento Europeu, assim como na Assembleia da República, precisamos de deputados que olhem pelos interesses dos mais fragilizados, pelos trabalhadores mais mal pagos, revertendo a sua má condição social, pelos doentes e deficientes, pelos idosos e pelas crianças.

Muito tem sido feito nos últimos anos de governação socialista, mas queremos mais e melhor vida para todos!

Queremos que a Cultura seja uma porta aberta a todos!

Queremos que a Habitação seja um bem ao qual todos possam ter acesso.

Queremos melhor Assistência Médica para todos os que dela precisam.

Queremos que todos os Direitos e Deveres sejam respeitados.

Queremos gente alegre e realizada, gente feliz em todos os cantinhos de Portugal!

Poderemos acrescentar ao Fado, Fátima e Futebol, o desejo de que haja um Povo Português Politizado!