Início Opinião Graça Amiguinho O Povo é quem mais ordena dentro de ti, ó cidade!

O Povo é quem mais ordena dentro de ti, ó cidade!

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Ainda estão bem frescos na nossa memória os resultados das eleições autárquicas do passado dia 1 de outubro.

Em qualquer competição ou batalha há sempre e, apenas, um vencedor. O mérito da entrada na corrida é de todos os que nela participam e, cada qual, à sua maneira, tentou apresentar-se perante o eleitorado com a bagagem que possuía: os argumentos, os projetos, os ideais.

Os portugueses, passadas quatro décadas, começam a sentir que, das suas escolhas depende, efetivamente, o bem estar coletivo.

Foi digna de registo a diminuição da abstenção e uma participação mais responsável e esclarecida no momento de usar o direito consagrado na nossa Constituição, aprovada depois do 25 de abril de 1974.

Nestes momentos da nossa História coletiva é preciso saber ganhar com a nobreza e a humildade de um vencedor e saber perder com honestidade sem querer atribuir o seu próprio fracasso a outros.

Portugal vestiu-se de rosa, a cor da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, como nunca acontecera neste tempo de Democracia em que vivemos.

Nada surge por acaso e ao acaso. Para tudo há sempre uma explicação.

O nosso País viveu uma grande crise que o governo anterior a este não teve capacidade de resolver, optando por empobrecer todos, empurrando a força do trabalho para o estrangeiro, carregando nos impostos, reduzindo os apoios sociais, levando à falência empresas e famílias. Um tempo de recessão que se tornava irrespirável.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Mas como será sempre o povo a maior força que fará virar o rumo da nossa História, deu-se uma mudança. Uma coligação inédita se formou e os bons resultados da atual governação são reconhecidos internacionalmente de tal forma que Portugal tem hoje uma credibilidade junto dos investidores estrangeiros, notável.

É o trabalho do atual governo, a sua atitude calma mas firme, que levou os eleitores, numa maioria muito significativa, a escolherem os candidatos do principal partido da coligação para ficarem à frente dos destinos do nosso País.

Apesar de terem surgido situações novas com candidatos, ditos independentes que, por razões pessoais, saíram dos partidos políticos nos quais militaram anos e anos, poucos foram os que conseguiram alcançar o que desejavam.

Talvez as suas estratégias fossem demasiado irrealistas, o que geralmente acontece quando as pessoas se encontram como náufragos num mar largo. Fazem tudo para tentar sobreviver mas falta-lhes a verdadeira confiança pois nem eles acreditam no que apregoam.

E porque se aproxima mais um 5 de outubro, o dia da celebração da instituição da República, ocorrido há cento e sete anos, não nos esqueçamos quais os verdadeiros valores defendidos pelo regime que nos governa.

A História de Portugal tem nas suas páginas momentos decisivos na vida da Nação. A República foi um deles. É certo que as iniciativas partem sempre de alguém conhecedor do mundo e da sua evolução mas nada poderia ser feito sem a adesão do povo.

Não nos fica nada mal lembrar alguns grandes homens da nossa História que souberam mobilizar o povo com a sua decisão inabalável de construir um Portugal melhor.

Como democratas que somos, demos as mãos, esqueçamos as quezílias antigas, façamos um Portugal próspero, moderno, competitivo, onde todos os cidadãos tenham um lugar e nele sejam respeitados os seus direitos.

Que todos os autarcas escolhidos pelo povo saibam corresponder ao voto de confiança que neles foi depositado nas urnas promovendo o progresso, melhores condições e oportunidades para todos os seus concidadãos.

Viva a Democracia, Viva a República Portuguesa!