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– Minha querida andorinha!
diz o Príncipe Feliz mais uma vez…
– Voa sobre a minha cidade
e conta-me o que por lá vês…

A andorinha, obediente,
sobrevoou a cidade…
Viu o rico rir de contente
e o pobre implorar caridade!

Nas ruelas mais escuras
viu as faces pálidas das crianças…
Algumas morrendo de fome,
infelizes criaturas!

Debaixo do arco de uma ponte,
dois rapazitos estão deitados,
gelados como a água corrente,
um ao outro, abraçados…

Gemiam, cheios de fome!
Um guarda mandou-os embora…
A chuva fria os consome…
Ainda estão pior, agora!

E lá foi a andorinha,
contar estas tristes histórias
ao se amigo tão bondoso.
avivando as suas memórias!

Diz-lhe o Príncipe, decidido:
– Estou coberto de fino ouro…
Leva-o ao povo sofrido!
Eles são o meu tesouro!

Vai depressa, a andorinha,
levar aos pobres consolação!
Ouve a cada criancinha,
dizer: – Agora já temos pão!

Por fim, a neve, chegou,
implacável e fria!
Tudo na terra enregelou…
A linda andorinha, tremia!

Sentiu toda a força abalar
mas não quis morrer sozinha.
Aos pés do Príncipe se foi deitar,
Tão feliz, a pobre andorinha!

O bom Príncipe ela beijou,
a seu pedido, com carinho!
A terra ela abandonou,
partindo, assim, de mansinho!

Imagem: Biblioteca Escolar de Arazede

[/paragraph_left][third_paragraph] [blockquote style=”2″]Versão pessoal do conto de Oscar Wild, O Príncipe Feliz, uma história actualmente de leitura obrigatória no 4º ano de escolaridade[/blockquote]

Parte I Parte II Parte III Parte IV Parte V Parte VII

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

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