Início Opinião Graça Amiguinho Qual o preço da Verdade?

Qual o preço da Verdade?

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Desde todos os tempos a humanidade criou «bolsas» onde guarda os seus conceitos de vida, os seus sonhos, as suas frustrações, os desejos mais recônditos da sua natureza material e metafísica.

A consciência humana tem o dom de saber discernir o bem do mal, de saber distinguir em si e no seu semelhante o que é salutar e o que é desonesto.

Mas a convivência social, o desejo de conquista de um espaço de manobra, a ânsia desmedida de se sobrepôr e se distinguir, leva o ser humano a tornar-se numa espécie deplorável aos seus próprios olhos e aos olhos dos outros.

Quanto mais alto sobe, maior responsabilidade deveria sentir de ser honesto e coerente com os princípios que o impulsionaram na subida.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Porém, essa atitude irrepreensível é tão escassa que apenas se torna apanágio de uma minoria.

Como assistentes neste palco da vida, passam por nós cenas inimagináveis, diria mesmo, quase irreais.

Sabemos que o ser humano é fraco, é facilmente tentado, facilmente manipulado e cai em embustes sem disso se aperceber.

Mas permanecer no embuste, ser arrastado nas lamas e não ser induzido, devido aos seus preconceitos, a reconhecer os seus erros, mentindo, deturpando a verdade, faltando à verdade, pintando a sua verdade da cor que mais lhe convém, é um terrível espetáculo que dá, acabando por sair de cena mais fragilizado do que entrou e pela porta das traseiras.

Por isso sou levada a interrogar-me:

– Qual o preço da Verdade? Será ela uma preciosidade assim tão rara e inalcansável para tanta gente?

Basta-nos estar atentos ao Parlamento Português para meditar nesta questão.

Como é possível haver tanta arrogância e desonestidade que não conseguem aceitar a obra realizada com empenho, competência e uma visão alargada sobre a sociedade?

Como é possível que gente que se arroga dizer seguidora de Jesus Cristo, pôr na sua boca, contra outros, impropérios, difamações, mentiras e falsas verdades como também se lhes pode chamar?

Como é possível o representante máximo da Nação falar tanto, tanto e dizer apenas meias verdades nunca realçando claramente os feitos, as ações de relevo desenvolvidas?