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É um tempo que se espera com alguma ansiedade pois a natureza renascida nos consola a vista e nos faz esquecer a idade.

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Virá mais uma primavera florida, enfeitada de mil cores, depois de um inverno que nos preocupou muito por não nos trazer um dos bens mais essenciais à vida, a água.

Mas ela chegou de todas as formas e cobriu a terra com fartura matando o desespero de uma secura que teimava dominar a própria natureza.

Entretanto, a humanidade distraída e obcecada com o sucesso, as rivalidades, os mexericos, vai esquecendo o sofrimento, as guerras, as injustiças praticadas do ocidente ao oriente, o desespero e a dor de tantos humanos indefesos e entregues nas mãos de um destino que não desejam.

Por aqui vamos andando com mentiras e aldrabices, com sonhos desmedidos de quem não enxerga a sua pequenez e não percebe que em democracia é o povo quem escolhe e mais ordena e não a vontade ambiciosa de alguém, nem que esse alguém seja uma mulher.

Andam num corrupio para verem quem está na frente de modo a poder ser o alvo do seu empurrão para chegarem onde querem.

Não tenho memória, se a memória não me falha, de alguma vez ter ouvido alunos ou professores contestarem a entrada de um professor numa instituição para lecionar.

Certamente haverá razões que justifiquem tal atitude, mais que suficientes. Admira-me que a pessoa posta em causa não tenha uma palavra a dizer sobre o assunto ou até, que o representante máximo da Nação que gosta de dar a sua opinião sobre o que lhe agrada, não venha apaziguar os ânimos exaltados.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Veremos como se sentirá o ex primeiro-ministro perante os alunos que não lhe reconhecem as condições suficientes para o cargo que lhe foi oferecido de mão beijada, assim como perante todos os professores com maiores competências que foram pura e simplesmente ultrapassados por ele.

Coisas que o tempo irá esquecendo.

Mas as alcavalas aparecem por todo o lado. Quando se pensa que alguém subiu a pulso a lugares de relevo, de repente se descobrem fraudes no seu curriculum. Há gente capaz de tudo e sem escrúpulos.

Como não sou grande apreciadora de futebol não ouso meter-me em terreno desconhecido pois tenho asco a toupeiras.

A primavera virá, muita coisa acontecerá e consigo trará temperaturas naturalmente mais elevadas.

Depois da dramática primavera do ano passado e das medidas tomadas para limpeza de terrenos, a fim de evitar a repetição de maiores calamidades, vejo com bastante preocupação, a dois passos do local onde vivo, silvas, eucaliptos e demais arbustos quase em cima das habitações, tal como estavam até aqui.

Afinal de que estão à espera os donos dos terrenos para cumprirem a lei?

Pensarão que o Estado tem obrigação de lhes limpar as terras?

Há quem diga que certos proprietários não têm condições para fazer tal tarefa ou pela idade avançada ou por falta de recursos financeiros.

Nem uma desculpa nem a outra devem ser reais pois não são os pobres que têm terras em Portugal nem os proprietários idosos são pessoas sem família.

O Presidente da República pede complacência para com os que não cumprirem os prazos estabelecidos; porém, se houver alguma desgraça, que não desejamos que volte a acontecer, espero que não venha mais nenhuma comissão atirar pedras ao governo e a exigir compensações para os possíveis danos.

Que seja uma primavera cheia de esperança, alegria e cor, que as sementeiras produzam bom fruto, que os animais tenham boas pastagens, que a água não falte e a s pessoas sejam felizes com este tempo de renascer.