Opinião - Graça Foles Amiguinho
   Publicidade   
   Publicidade   

Há canções que ficarão, para sempre, associadas ao tempo em que o trabalhador era explorado e mal pago, em Portugal!

   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 

Ninguém imaginaria que, no século XXI, a humanidade se visse confrontada com o desemprego, a necessidade de vender, por qualquer preço, a força do seu trabalho.

Tal situação, faz-nos recuar no tempo e rever a filosofia de Karl Marx, sobre o trabalho.

Karl Marx, que viveu entre 1818-1883, definiu, assim o TRABALHO:

ferramenta com a qual, o homem altera a natureza, em seu benefício.”

“atividade fundadora da humanidade e de todo o contexto social”

No seu entender, “

vender a força de trabalho, por um salário, seria o mesmo que vender a própria vida.”

Após a Revolução Industrial, surgiu o trabalho assalariado e, com ele, grandes mudanças nas relações sociais e nas relações de trabalho do homem, até então, apenas ligado ao trabalho da terra.

O grande “Êxodo rural” e o novo “homem urbano”, que perdeu o acesso à terra, deu origem a uma nova classe de trabalhadores, cuja forma de subsistência era a venda da sua força de trabalho.

Na maior parte do mundo, o homem não colhia o fruto do seu esforço, ganhando, apenas o mínimo indispensável, para se manter vivo.

Com a tomada de consciência do seu valor, como trabalhador, muitos dos grandes problemas sociais do século XIX e de grande parte do século XX, sofreram alterações, com sensíveis melhorias das condições de trabalho e com a criação de Leis Trabalhistas, em sua defesa.

Em Portugal, a Revolução de 25 de Abril permitiu a conquista de muitos direitos, aos trabalhadores, a igualdade, em muitos casos, dos direitos das Mulheres, embora ainda haja muito a fazer e muito a melhorar.

Quando as sociedades já seguiam por caminhos mais promissores de progresso, surge uma “pandemia” que trocou as voltas a tantos trabalhadores, arrastados para o desemprego.

Os sonhos acalentados e a esperança em dias melhores ficaram “confinados”, amarfanhados no silêncio, impedindo o crescimento das empresas, inviabilizando as transações comerciais entre os povos, destruindo a vida de tanta gente, gente nova e de meia idade, ainda com capacidade para trabalhar.

Uma pergunta anda na mente de quem ainda pensa poder vender, com dignidade, a sua força de trabalho:

Quando surgirá a minha oportunidade de trabalhar, sem ter necessidade de sobrecarregar ninguém, com as limitações, que tanto me afligem e me tiram a alegria de viver?

A História mostra-nos, ao longo dos tempos, que, “após tempos maus, os chamados tempos de vacas magras, vêm os tempos de progresso e trabalho, criadores de riqueza e bem-estar físico e mental.”

Que o 1º de Maio, “DIA DO TRABALHADOR,” seja um renascer da esperança.

Que a saúde traga, à humanidade, a força de viver, o gosto de poder trabalhar, o regresso à normalidade, perdida, perante o poder destruidor de um vírus assassino.