Outono
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Chegámos ao outono e os receios de um agravamento da pandemia assustam o mundo.

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Quantos aproveitaram o verão, o sol, os passeios pelo campo ou pela praia, para criarem defesas que permitam uma maior resistência aos rigores do tempo frio que se aproxima?

Não nos valerá muito, termos medo de um vírus invisível que não podemos descobrir quem o transporta, e fecharmo-nos com sete chaves, à espera que aconteça um milagre e alguém nos possa assegurar que podemos voltar à vida que tínhamos há meses atrás.

As forças da natureza são demasiado complexas para que a inteligência humana as consiga dominar num curto espaço de tempo e encontrar a solução eficaz para as erradicar.

No meu entender de simples observadora, pois não tenho conhecimentos científicos, creio que temos que nos adaptar, ouvir quem seja de confiança e seguir os seus conselhos, rigorosamente, evitando, ao máximo, transgredir e sermos absorvidos pela onda de contaminação que nos pode conduzir a um fim de vida dramático.

Todos temos a firme convicção de que a morte é a meta comum de todos os seres e nós somos tão frágeis como qualquer um dos nossos semelhantes.

Contudo, não poderemos viver apavorados, pensando constantemente no que poderá vir a acontecer.

Afinal, é do conhecimento geral que há muitas outras causas de morte sem estarem diretamente relacionadas com o perigoso Covid 19.

O grande problema deste vírus é a sua capacidade de transmissão entre humanos e o camuflar de sintomas que induzem em erro.

A única coisa que me assusta é a irreverência de muita gente, pensando que o que se está a passar é mais uma ficção do que uma terrível realidade.

Imagino a preocupação de tantos pais com os seus filhos que voltaram à escola.

É certo que ter aulas à distância deve ser tremendamente monótono.

Todos precisamos de olhar-nos nos olhos, conversar com os amigos, partilhar lágrimas e sorrisos.

Mas as notícias que nos vão chegando não nos deixam tranquilos porque de muitas escolas há notícias de surtos de infeções.

As entidades responsáveis pelos estabelecimentos de ensino sentirão grande preocupação e devem carregar nos ombros um fardo bem pesado, pois eu acredito que, por muito boa vontade que tenham, nem tudo será perfeito e capaz de controlar o invisível.

Vêm aí as vacinas e cada cidadão deverá sentir a responsabilidade de se vacinar para seu próprio bem e de toda a sociedade.

As pessoas, como eu, que já ultrapassam os setenta anos, deverão ir mais além e tomar a vacina contra a pneumonia, da qual poucos profissionais de saúde falam , não sei por que razão.

Mas vamos acreditar que as nossas crianças terão oportunidade de passear ao ar livre, brincar em contacto com a natureza e os idosos terão quem lhes proporcione alguma alegria, abrindo as portas dos lares para poderem, igualmente, apanhar sol, caminhar e respirar o ar puro.

Só com uma vida saudável poderemos resistir melhor a este desafio que enfrentamos.

Vacine-se, para seu bem!