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“Quero reflectir convosco pois é a retina que nos marca a memória visual” revela João Carvalho sobre a exposição que inaugurou no sábado

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Com o Alentejo como mote, o fotógrafo amador João Carvalho partiu para uma viagem que o levou do mundo virtual à Casa do Alentejo, em Lisboa, onde desde o passado sábado, 21 de Outubro, expõe oito fotografias que acompanhadas por texto do escritor Nuno Franco Pires ilustram esta região.

João Carvalho, enfermeiro de profissão e amante confesso da fotografia, nasceu em Portalegre mas foi em Elvas que se fixou e aqui exerce a sua actividade profissional. A ideia da exposição, diz, “surge há cerca de dois anos numa altura em que já publicava no mundo virtual, a imagem, acompanhada com texto”, numa altura em que “surgiu a necessidade de mostrar as imagens de outra forma”. A partir daí não mais deixou cair a ideia e lançou o repto ao Nuno Franco Pires para “escrever sobre cada uma das imagens”, salientando que foi fácil concretizar a ideia.

Em relação à exposição João Carvalho revela que o título foi escolhido pelo Nuno, “Na imensidão do sonho, a poesia da paisagem” e daqui extraiu os textos que acompanha cada imagem. São oito fotografias, a cores, criteriosamente seleccionadas, em formato de 70×50, que mostram, “através do olhar, estas redondezas, algumas com alguns pormenores, outras com paisagens, mas todas com o mesmo tema “O Alentejo”.

Quanto ao texto, “recai sobre cada imagem, fazendo um sequência lógica de leitura de texto corrido, da frente para trás, e de trás para a frente”, diz o autor, corroborado pelo escritor Nuno Franco Pires, ambos colaboradores do Portal Elvasnews.

é na Imensidão do sonho fotográfico que a paisagem se revela poética

João Carvalho fala na primeira pessoa do singular e lança o repto:

Nesta imensidão do sonho e com a poesia da paisagem, deste nosso Alentejo, quero reflectir convosco pois é a retina que nos marca a memória visual. Que nos leva ao passado, que nos faz sorrir no presente e que nos transporta para o futuro imaginado através de cada imagem.

Imagem esta muitas vezes plasmada no infinito de uma fotografia – qual fonte de sentimentos díspares que nos inquietam pelo bem e pelo mal, onde a vida e a morte se apresentam num mesmo plano de cores múltiplas.

E é na Imensidão do sonho fotográfico que a paisagem se revela poética.

É na luz – seja ela clara ou escura – que se percebe o outro lado que ninguém conhece e que todos admiram.

A fotografia é aquilo que nos prende à janela. Que nos faz querer entrar por ela. Rima esta intencionada que diz tudo sem mostrar nada. Porque a retina poética é a melhor das diseuse

Nesta mostra de oito fotografias de minha autoria, magistralmente legendadas pelo Nuno Franco Pires, são as cores alentejanas que marcam a imagem.

É o silêncio que transpira para lá da janela da vida. A vida que voa, que se alimenta, que vagueia pelos campos, que mata a sede…a vida que vive. Que acorda cedo, cheia de vigor, mas de que tantas vezes passamos longe.

Esta pequena mostra é justamente uma viagem. Uma, não, várias. Tantas quantas os olhares que as cruzem. Tantas quantos os sonhos de quem fecha os olhos e se deixa levar por um espaço sem tempo.

Com esta breve apresentação faço-vos o convite para assistir a esta pequena mostra fotográfica que terá início no dia 21 de Outubro de 2017, na Casa do Alentejo, Lisboa, e que estará patente até dia 3 de Novembro de 2017.

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