Raia Luso-Espanhola - Uma Colectânea Literária e Artística
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Opinião de Graça AmiguinhoQuando todas as fronteiras físicas se fecharam, como precaução, para que o maldito vírus não se propague com maior velocidade, nada nos impediu de continuarmos unidos e podermos mostrar, como sabemos expressar os laços de fraternidade e os sentimentos que nos abrasam o coração, neste tempo tão estranho e doloroso.

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De uma forma muito positiva, e acreditando que teremos a felicidade de viver dias melhores, dias em que nos possamos abraçar, beijar e conviver alegremente, durante este período de isolamento social, cada um de nós vai procurando preencher o tempo de uma forma saudável e, aqueles que, como eu, amam a escrita, não desistiram de sonhar.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Lancei a ideia da criação de uma nova Colectânea, mais abrangente, que pudesse reunir escritores, artistas plásticos e fotógrafos, de Norte a Sul, da Raia Luso – Espanhola.

A receptividade tem sido, na verdade, extraordinária.

Talvez, até, inimaginável, nos tempos que vivemos.

Tenho que realçar a adesão significativa de autores da Galiza, que tantos laços de identidade têm com Portugal e tanta amizade nos manifestam.

Portus Cale era o nome de uma cidade da Galécia romana, correspondente à actual cidade portuguesa do Porto.

Deste nome provém o actual Portugal, pois durante a Alta Idade Média, a actual  Região Norte portuguesa, foi denominada como Condado Portucalense, para diferenciá-la do reino da Galiza. A denominação histórica para o território coberto por ambos era o de Galiza, herdando o nome da Galécia romana.” 1  

Mas, da Estremadura Espanhola tenho, também, dignos autores que já me acompanharam na Colectânea Eurocidade – Badajoz, Elvas, Campo Maior, e aguardo a entrada de outros que, desde o início, me manifestaram interesse em participar.

Nós, os autores portugueses, oriundos numa maioria, do Alentejo, onde tenho as minhas raízes e as minhas amizades, uma vez mais, estamos dando, o que de melhor temos, para divulgação da Cultura da nossa região.

Somos 51 autores, nesta obra que ainda não fechou as portas a outros participantes, que nela pretendam entrar.

Não sabemos, quando poderá ser Lançada a obra, mas acreditamos que acontecerá, quando este inferno tiver passado.

Registo, com muito agrado, a alegria dos autores da Galiza, ao desejarem encontrar-se, connosco, um dia destes, em Elvas e Santa Eulália, o meu berço.

Tenho uma grande esperança de que, esse dia acontecerá, e então faremos uma grande festa, a festa da Cultura, da Amizade, da Fraternidade, entre os povos da Raia Luso-Espanhola!

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1 – In Wikipedia