A6 Caia - Elvas
   Publicidade   
   Publicidade   

Opinião de Graça AmiguinhoNeste tempo que por passa por nós, deixando marcas desagradáveis, nunca imaginadas, é com esperança, que as fronteiras físicas, entre Portugal e Espanha, voltarão a permitir a livre circulação de cidadãos que, tão habituados estão a passar de um país para o outro, sem qualquer tipo de entraves.

   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 
   Pub 

Recordemos um pouco da história!

Uma Europa sem fronteiras

Com o desmoronamento do comunismo na Europa Central e Oriental, assiste-se a um estreitamento das relações entre os europeus. Em 1993, é concluído o Mercado Único com as quatro liberdades fundamentais: livre circulação de mercadorias, de serviços, de pessoas e de capitais. A década de noventa é também marcada por dois Tratados: o Tratado da União Europeia ou Tratado de Maastricht, de 1993, e o Tratado de Amesterdão, de 1999. A opinião pública mostra-se preocupada com a protecção do ambiente e com a forma como os europeus poderão cooperar em matéria de defesa e segurança. Em 1995, a União Europeia passa a incluir três novos Estados-Membros: a Áustria, a Finlândia e a Suécia. Uma pequena localidade luxemburguesa dá o seu nome aos «acordos de Schengen», que gradualmente permitirão às pessoas viajar sem que os seus passaportes sejam objecto de controlo nas fronteiras. Milhões de jovens estudam noutros países com o apoio da UE. A comunicação é facilitada à medida que cada vez mais pessoas começam a utilizar o telemóvel e a Internet.

É, portanto, com agrado, que todas as regiões fronteiriças vêem as suas relações reatadas e a possibilidade dos cidadãos, de um lado e de outro, voltarem a passear, livremente, embora, neste momento, exista um “inimigo invisível” que possa ser transportado por qualquer indivíduo desatento e que não respeite as regras sanitárias recomendadas.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

A verdade é que, tanto de um lado, como de outro, os negócios ressentiram-se, de uma forma desastrosa, com a falta de visitantes.

Elvas, por exemplo, é uma das cidades fronteiriças que precisa dos seus vizinhos espanhóis, que animam o comércio, os restaurantes e as festividades tradicionais.

Elvas, sem turistas, é uma cidade adormecida no alto da colina.

A cidade, enamorada de Badajoz, acarinha todos os “hermanos” que percorrem, calmamente, as suas ruas e ruelas, admirando os seus monumentos históricos, militares e religiosos, que saboreiam os seus deliciosos petiscos e que gostam de ficar nos seus hotéis.

E os elvenses adoram, igualmente, ir a Badajoz, fazer as suas compras, encher o depósito do carro por menos uns euros do que em Portugal, cantar nos seus bares, confraternizar, como irmãos.

Todo o tecido empresarial da cidade sofreu as consequências da pandemia e precisa de uma lufada de ar fresco para se recuperar do abismo em que caiu.

Falo-vos de Elvas, que sinto de longe e que acompanho, passo a passo, as suas alegrias e preocupações, como vos posso falar da tristeza que ontem senti, ao entrar no belíssimo e enorme Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que mais me parecia um espaço desconhecido, onde apenas circulavam algumas dezenas de pessoas, com os negócios encerrados, como nunca alguém viu.

Creio ser um sentimento comum a todos os povos, este desejo de voltar à normalidade, sentirmos o pulsar das nossas cidades, ver a alegria estampada nos rostos, a confiança de que poderemos fazer uma vida normal, sem medo de nos abraçarmos e de nos beijarmos, sem necessidade de usarmos máscaras que nos encobrem o sorriso, nos dificultam a respiração, nos incomodam e, sobretudo, que são sinais de que o perigo nos espreita.

Até lá, temos que agir com responsabilidade, dando provas de que amamos os outros e os queremos ver saudáveis, tanto quanto, o desejamos para nós.