Colectânea Elvas à Vista
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Opinião de Graça AmiguinhoUma obra literária e artística com a grandeza de “ELVAS À VISTA” deveria ser dada a conhecer a todos os elvenses que vivem dentro e fora do nosso concelho.

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Fez um ano, no passado dia 12 de Janeiro, quando, pelas 16h, no Cineteatro de Elvas, com uma sala repleta, Elvas foi cantada e enaltecida pelos seus filhos e amigos.

Não me impele qualquer sentimento menos puro, ao falar desta magnífica obra, nem o facto de ter sido uma ideia minha.

De que valeria eu ter sonhado uma obra e não ter tido quem comigo sonhasse também?

Só a união e o amor podem dar frutos que as gerações vindouras, um dia saberão apreciar.

“ELVAS À VISTA” reuniu 41 autores, cada qual com as suas aptidões e formas culturais diferentes de expressão.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Há um aspecto que merece ser realçado e nunca omitido. Os autores não conheciam a maioria dos participantes na Colectânea. Nem eu sabia quais as suas capacidades.

A pouco e pouco, através da rede social Facebook, foram sendo contactados por mim e trazendo amigos a participar com um entusiasmo que nunca esmoreceu, mesmo quando surgiram algumas contrariedades.

Confiaram cegamente na minha palavra e eu responsabilizei-me perante a editora que tinha feito o meu livro, «Alma Alentejana».

Tudo isto é para nunca ser esquecido, pois simboliza a confiança que ainda é possível depositar em alguém, neste mundo em que tantos oportunistas vivem à custa de enganar gente de boa-fé.

A obra foi concretizada a pouco e pouco, durante o Outono e lançada durante as Comemorações da Batalha das Linhas de Elvas!

Muito fui aprendendo, pois foi uma experiência que me uniu a 40 autores, dos quais recebia os trabalhos a publicar e os enviava por correio electrónico à editora, colaborando na revisão dos mesmos para que não houvesse qualquer erro.

Um trabalho que preencheu os meus dias e me deu uma alegria sem medida.

De todos os poetas da obra, ousei fazer uma melodia para um dos seus poemas e alguns deles foram muito bem cantados por uma linda voz alentejana que eu descobrira através de uma antiga aluna de Barbacena e que me tem acompanhado e acompanhará, até que Deus me permita ter capacidade para sonhar e criar, estando a Berta Miranda com disponibilidade para os cantar!

Porque esta Colectânea foi um sucesso, não podíamos ficar de braços caídos. Era preciso continuar e aproveitar o tempo, porque nunca sabemos o tempo que temos pela frente.

Uma obra mais alargada começou logo a ser pensada por mim e a ter a melhor receptividade junto daqueles que acreditam que somos nós, povo simples e anónimo, que temos que tomar o destino nas nossas mãos e fazer dele o que mais desejamos.

Surge então a 2ª Colectânea, à qual dei o nome de EUROCIDADE, Badajoz, Elvas, Campo Maior, reunindo autores das três cidades, gente de fibra e persistente, que não se deixou vencer e levou por diante o projecto.

Esta obra reuniu 67 autores e foi apresentada dia 12 de Setembro de 2019 em Santa Eulália, minha amada terra natal e, posteriormente, em Badajoz. Aguardamos o dia em que possa ser apresentada em Campo Maior.

Tal como um dia, aqui escrevi, depois desta grandiosa aventura literária e artística, surgirá uma Associação Cultural, que procurará dinamizar o gosto pela escrita e pelas artes, junto das gentes da nossa região, dando oportunidades aos jovens e menos jovens para darem a conhecer as suas potencialidades, a sua criatividade e amor às nossas Tradições, nas mais diversas áreas.

Caros leitores e leitoras, juntem-se a nós para tornarmos ELVAS um grande centro Cultural, espalhando a alegria e o saber que cada um de nós vai adquirindo em cada momento de vida.

ELVAS saberá agradecer!