Salve-se Quem Puder
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Opinião de Graça AmiguinhoNeste tempo de incertezas, tempo complexo e tão estranho, é natural que muitas cabeças andem à roda, como o vento, num rodopio sem sentido, à procura de soluções, ao encontro de explicações, para as dúvidas que as vão invadindo.

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Eu estou nesse remoinho, embora não me queira perder e procuro descobrir onde está a razão, o sentido de viver e quais as normas seguidas e a seguir por quem, de direito, tem por missão criar regras que defendam todos os cidadãos, num momento tão difícil como o que estamos a atravessar.

Diz-se, muitas vezes, que estamos no mesmo barco, ou nos salvamos todos ou nos afundamos.

O certo é que os barcos têm diferentes lugares para receber os passageiros, uns mais confortáveis que outros, uns mais caros que outros. Nem tudo é igual neste barco, nem todos são tratados de igual forma, infelizmente.

Se o afirmo é porque conheço diferentes formas de tratamento das pessoas, neste caso concreto do Covid19.

Há situações que não têm razão de existir, como, por exemplo, um cidadão ter feito o teste e o resultado ser negativo e ser obrigado a estar isolado até que alguém se lembre de lhe dar alta, que em certos casos, nunca mais chega, sendo o próprio a assumir a decisão de desconfinar.

Outros, infetados, como eu, isolados em casa sem qualquer tipo de observação por parte da saúde pública, contactados apenas pelo telefone para darem uma explicação dos sintomas que têm,

é-lhes dada alta, sem haver provas de que estão bem e, pior ainda, os que trabalham, vão trabalhar sem que haja uma certeza de que estão curados, pois os testes de verificação são negados, na maioria dos casos.

Digo na maioria dos casos, porque tenho conhecimento, confirmado, de que há doentes que fazem mais do que um teste, até que se prove que estão negativos.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Interrogo-me e penso que, como eu, outras pessoas o farão também, se afinal, as leis, as regras estabelecidas, são para todos ou se apenas são para alguns.

Os que não têm conhecimentos nos Centros de Saúde são tratados de acordo com o que dizem ter sido estabelecido pela DGS. Os que estão bem relacionados, são acolhidos de outra forma, o que gera a grande dúvida sobre a igualdade de direitos, já que todos temos iguais deveres para com o Estado.

Vivemos, portanto, numa instabilidade emocional muito grande, porque ainda temos capacidade de análise e sabemos distinguir o que está certo e o que está errado.

Também compreendo que todas estas situações não são desejadas por quem nos governa, mas pelos seus agentes que, como sempre, estão dispostos a proteger os amigos, não conseguindo respeitar o direito consagrado na Constituição, o direito à Igualdade de tratamento.

Apenas desejo que o número de infetados vá diminuindo, embora não acredite que a redução de horários de funcionamento de certos serviços contribua para travar a propagação do vírus.

No meu simples entender, quanto menos liberdade as pessoas tiverem, mais desejo têm de transgredir as regras impostas. O vírus não vai desaparecer, após certas horas de confinamento. Ele vai andar por aí e encontrar abrigo em qualquer pessoa.

Salve-se quem puder!