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Opinião de Graça AmiguinhoEstamos a viver dias de angústia e preocupação, quando a saúde, o bem fundamental da vida, está em causa, devido à disseminação de um vírus que veio não se sabe bem de onde, trazido não se sabe por quem e que mata sem dó nem piedade, em todos os cantos da terra, levando os governos das Nações a tomarem medidas contestadas por muitos, para o tentarem controlar, enquanto não houver uma vacina que nos proteja.

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Geram-se polémicas, todos os cidadãos desejam expressar as suas opiniões e a confusão está novamente instalada.

Aparecem os comentadores que pensam fazer tudo muito melhor do que aqueles que passam horas intermináveis consultando os especialistas em matérias tão complexas e têm sobre os ombros a responsabilidade de encontrar a melhor solução para o grave problema que aflige a humanidade.

Arrojam-se a querer ser os defensores da liberdade, quando não sabem usar essa liberdade com consciência.

Saúde e liberdade podem e devem ser compatíveis se conviverem lado a lado e se o direito à saúde for considerado tão importante como a liberdade de movimentos de cada pessoa.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

No tempo que vivemos, a saúde sofre um verdadeiro ataque, tornando-se vulnerável e mais frágil, porque é atacada por um inimigo desconhecido e contra o qual ainda não há soluções suficientemente fortes para ser exterminado.

Assim sendo, facilmente deduziremos que algo tem que ser sacrificado para que a saúde seja acautelada. Esse sacrifício vai recair na liberdade que todos prezamos possuir e não gostamos que nos seja roubada por ninguém.

Afinal, de que nos servirá termos toda a liberdade e pormos em causa a nossa saúde e a saúde dos que amamos?

Se a perca de alguma liberdade de movimentos, a restrição de convívios, os cuidados de higiene e o uso de máscaras nos ajudarem a não contrairmos o vírus, não valerá a pena o nosso sacrifício para evitarmos uma maior catástrofe?

Se estivéssemos debaixo do estoirar de bombas, o que teríamos que fazer? O que os povos que sofrem guerras, fazem! Abrigarmo-nos em refúgios, deixar de ver a luz do dia, passar sede e fome, ou fugir para bem longe, se pudéssemos, para não arriscarmos a ser baleados e mortos.

Comparando o que estamos a passar, com os horrores de uma guerra, talvez saibamos aceitar melhor as restrições à liberdade que nos são impostas, para nosso próprio bem e para salvaguarda da saúde pública.

Se é preciso ficar mais tempo em casa, pois que o façamos sem reclamar, porque assim estamos a ajudar os que estão doentes, permitindo que os hospitais os possam acolher e cuidar com dignidade.