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Será a política “uma porca”?

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Já dizia Bordalo Pinheiro que “a política é uma porca da qual todos querem mamar”

Infelizmente, a classe política que diz servir o povo porta-se, muitas vezes, pior que uma porca. A porca se o é, é por natureza. O homem português, civilizado e vivendo em democracia há 43 anos neste nosso Portugal, tem comportamentos bem piores que os filhos da porca. Esmaga na praça pública o seu adversário, calunia, deturpa a verdade, injuria e, se pudesse, até o punha a arder na fogueira como nos malogrados tempos da Inquisição.

O campo da política tem-se tornado uma verdadeira selva sem regras, sem respeito, onde vale tudo para arranjar confusões e delas poder, ambiciosamente, tirar dividendos.

Nem as desgraças são impedimento para que nelas grassem os oportunistas e agitadores sem princípios de qualquer ordem que os impeçam de respeitar a dor alheia.

Assistimos a uma maldade despudorada da parte dos opositores ao governo que demonstra a sua insensibilidade e oportunismo.

Inventam-se histórias de suicídios, arranjam-se nomes de mortos e tudo serve para agitar na tentativa de manipular o povo, ludibriá-lo com falsas informações,  porque as Autárquicas estão próximas e todos querem ser os primeiros a chegar “às tetas da porca”.

É de louvar a calma demonstrada pelo Governo em exercício perante tanta difamação e ataque descarado e injustificado.

A oposição procura, desesperadamente, conquistar um eleitorado pouco esclarecido, analfabeto e incauto, presa fácil para quem tem tanta sede de voragem.

Omitem os verdadeiros problemas e perdem o tempo em debates que nada de útil trazem ao povo. Criam, propositadamente, ambientes de revolta e desânimo em busca de proveitos próprios.

Estes protagonistas e anunciadores da desgraça não andam sós. Segue-os um séquito obediente, que não se importa de chafurdar em lamas fedorentas para ir sobrevivendo .

Os meios de comunicação televisivos exploram, até à exaustão, certos assuntos deprimentes não demonstrando o mínimo de respeito por aqueles que foram envolvidos na desgraça.

Passam, vezes sem conta, as dolorosas imagens de um Pedrógão Grande que ficou mais pequeno, esquecendo que as famílias afetadas as estão vendo, como nós.

Qual o objetivo real de tudo isto a que vamos, caladamente, assistindo?

Acho que se chegou a uma situação em que se ultrapassaram todas as regras da decência democrática.

Com que autoridade, um político em decadência, pau-mandado, sei lá de quantos, se arroga ter o direito de exigir, com prazo marcado, a demissão de um Primeiro Ministro respeitado e admirado em toda a Comunidade Europeia e a quem os portugueses tanto têm a agradecer por lhes ter restituído a esperança que ele lhes havia roubado?

Será a política mais porca que uma porca????

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