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A sessão consultiva da Rede Nacional de Arte Rupestre realizou-se no dia 8 de Fevereiro no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Reguengos de Monsaraz. Uma reunião preparatória para constituição da rede que teve a participação dos membros fundadores, como a Fundação Côa Parque, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e as autarquias de Reguengos de Monsaraz, Alijó, Vila Velha de Ródão, Alandroal, Viseu, Bragança, Vila Nova de Foz Côa, Caminha, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel, Freixo de Espada à Cinta, Oliveira de Frades, Montemor-o-Novo, Fundão, Moncorvo, Meda, Mação, Macedo de Cavaleiros e Mirandela.

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A Rede Nacional de Arte Rupestre vai ter como objectivos promover, valorizar e capacitar os recursos patrimoniais e humanos das entidades da rede, potenciar o impacto e a missão dos sítios detentores de arte rupestre e instituir mecanismos de partilha de recursos físicos e humanos. Com esta rede pretende-se também criar canais de comunicação apropriados ao desenvolvimento de projectos colaborativos, promover a cooperação com redes internacionais congéneres e expandir e diversificar os recursos das entidades gestoras dos sítios de arte rupestre e a sustentabilidade financeira dos projectos de valorização. A rede quer assim identificar e valorizar todos os locais de arte rupestre em Portugal, educar o público para a sua importância, criar sinalização e documentação de apoio ao turista, fazer um roteiro e um produto editorial para os jovens e criar um portal na internet.

A arte rupestre pré-histórica é um testemunho arqueológico comum em Portugal, particularmente nas regiões do interior. Alguns desses vestígios têm uma importância cientifica de âmbito mundial e podem permitir a sua fruição pelo público.

Depois da reunião de trabalho, os representantes das instituições foram visitar o Cromeleque do Xerez, próximo de Monsaraz, e o Museu Arqueológico do Complexo dos Perdigões, onde estão os achados do povoado dos Perdigões, classificado há cerca de um mês como monumento nacional. Este complexo arqueológico foi ocupado desde o final do Neolítico, há cerca de 5.500 anos, até ao início da Idade do Bronze, há 4.000 anos.