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Um mar de gente no último adeus ao Maestro

O adeus a Joaquim Bastinhas
Ao longo de mais de 35 anos de profissão, levou a todo o mundo a cidade de Elvas, que o viu nascer, e a sua arte tão peculiar, levando-o a ser considerado pela Associação Protoiro, “um dos cavaleiros mais queridos dos portugueses” com um talento que “atravessou gerações”.

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©Elvasnews/Hugo Calado

Tiveram lugar hoje, quarta-feira, dia 2 de Janeiro as últimas cerimónias fúnebres do cavaleiro tauromáquico Joaquim Manuel Carvalho Tenório, conhecido do grande público como Joaquim Bastinhas, apelido que herdou de seu pai Sebastião Tenório, aficionado e cavaleiro amador, já falecido.

 O féretro do cavaleiro chegou ontem, terça-feira, dia 1 de Janeiro à Igreja de S. Domingos em Elvas, sua terra natal, por volta das 12 horas, onde ficou em câmara ardente durante a tarde e noite de terça-feira e onde se celebrou, pelas 21 horas uma missa presidida pelo padre Marcelino da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, amigo pessoal da família.

Cerimónias fúnebres de Joaquim Bastinhas

Hoje, quarta-feira dia 2 de Janeiro, as cerimónias continuaram durante a manhã, com a transladação do corpo de Joaquim Bastinhas, por desejo próprio e da família, para o Santuário do Senhor Jesus da Piedade, do qual era fiel devoto, para a missa de corpo presente celebrada pelo Padre Zé António e onde foi recebido por uma multidão de pessoas, que o recebia com aplausos e visivelmente emocionadas.

Foram muitas as individualidades que estiveram no Santuário, naquela que foi a última despedida do Maestro, entre elas o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural Luís Capoulas Santos, o Presidente e Vice Presidente da Câmara Municipal de Elvas (CME) Nuno Mocinha e Cláudio Carapuça respectivamente, os Presidentes das Autarquias de Campo Maior, Sousel e Badajoz,  Ricardo Pinheiro, Manuel Valério e Fragoso Dores  respectivamente,  bem como vários colegas de profissão, ganadeiros e toureiros,  que acompanharam o Maestro ao longo da sua vida.

Após a missa o corpo seguiu em cortejo fúnebre para o cemitério de Elvas, onde ficará sepultado.

De recordar que o cavaleiro estava internado no Hospital da Cruz Vermelha (HCV) em Lisboa, desde o passado dia 5 de Novembro e após ter sido submetido a quatro operações aos intestinos onde lhe foi diagnosticado um pólipo, foi por decisão médica, colocado por duas vezes em coma induzido para que pudesse superar as maleitas das operações.

No entanto e na sequência de uma infecção bacteriana, da qual não recuperou, acabou por vir a falecer na tarde da passada segunda-feira dia 31 de Dezembro, vésperas de ano novo.

Estava casado com Helena Maria Gonçalves Nabeiro Tenório, era pai de Marcos Tenório e Ivan Tenório, tinha 62 anos de idade e uma vida inteira dedicada àquilo que mais amava, a festa brava.

Ao longo de mais de 35 anos de profissão, levou a todo o mundo a cidade de Elvas, que o viu nascer, e a sua arte tão peculiar, levando-o a ser considerado pela Associação Protoiro, “um dos cavaleiros mais queridos dos portugueses” com um talento que “atravessou gerações”.