Início Opinião Graça Amiguinho Por um Portugal mais seguro

Por um Portugal mais seguro

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Depois de tanto ouvirmos, depois de tanto falarmos e discutirmos, é hora de seguir em frente por caminhos mais seguros que nos tragam a tranquilidade que todos, afinal, desejamos.

Lembro-me de um programa de entretenimento, do séc. passado, protagonizado por dois grandes comediantes no nosso meio artístico, cuja frase de apresentação era bastante interessante num tempo em que tudo parecia um mar de rosas, tal era o encantamento do povo pelas mudanças operadas.

Quem não se recorda do «Sr. Feliz e do Sr. Contente? – Ora diga à gente, diga à gente como vai este País!»

Neste tempo que atravessamos não poderemos considerar-nos nem contentes nem felizes pois ninguém fica indiferente ao drama que se abateu sobre este nosso lindo País, hoje reduzido a cinzas e dor numa extensão exageradamente assustadora.

Ninguém tem memória de semelhante destruição e aflição. Ninguém ousaria imaginar um inferno de chamas velozes comendo tudo o que tinha à sua volta.

“Canto a minha terra, a minha gente ! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Perante os grandes cataclismos se prova a capacidade e sangue frio de quem tem nas mãos a maior responsabilidade de defender as pessoas, os seus bens e a floresta que é de todos, sem exceção.

Quis a sorte que estejamos, na verdade, sendo governados por pessoas desejosas de resolver os problemas como nunca aconteceu no passado.

Costuma dizer-se que «para grandes males, grandes remédios!» E assim será!

Chegou a hora de agir com firmeza, sem hesitações, com a eficaz ação de peritos nas mais diversas áreas envolventes ao problema para que o mesmo seja erradicado e possa ser assegurado o bem estar das pessoas, a sua segurança e um progresso sustentável e equilibrado da natureza.

As quezílias e interesses mesquinhos deverão desaparecer e cada cidadão deverá dar o seu contributo para restaurar a natureza morta já que as vidas perdidas nunca poderão ser recuperadas.

Portugal e os Portugueses merecem melhor destino e seja qual for o seu cantinho, o Estado tem o dever de colaborar ativamente na educação das pessoas, na sua informação sobre como agir em caso de catástrofe pois sabemos que, a ânsia de defender o património que levou anos e anos a ser construído com trabalho e sacrifício, é, em muitas situações, um caminho para a morte.

Haverá muito a fazer para uma ordenação da floresta, para estimular o amor pela natureza a partir de tenra idade, para demonstrar, até à exaustão, como a mão criminosa ou descuidada pode matar o Planeta deixando atrás desse ato um cenário de horror.

O programa delineado pelo Governo procurará não só remediar como, principalmente, prevenir para que outras tragédias iguais às que temos presenciado não voltem a acontecer.

Mais uma vez recorro a um ditado popular do qual podemos também tirar algumas ilações: –

«Põe a mão e Deus te ajudará!» Mãos à obra e a obra florescerá!

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