Alentejo
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Opinião de Graça AmiguinhoEnquanto outras regiões do País viviam apavoradas pela presença de um visitante fatal, o Alentejo ia passando incólume nas notícias de todos os dias, e isso deixava-nos a sensação de que a brancura das nossas paredes afugentaria o malvado vírus.

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Mas como ”não há bem que sempre dure”, as más notícias vão-nos chegando e a incerteza, aumentando.

No princípio da pandemia, Portugal era referenciado nas redes sociais internacionais, como um exemplo a seguir. Porém, apesar do sucesso inicial e do comportamento exemplar dos portugueses, a informação foi sendo divulgada, talvez de uma forma exaustiva e hoje, colhemos as consequências na forma desconfiada como certos países da Comunidade Europeia olham para nós, criando uma imagem exagerada do panorama de disseminação da pandemia no nosso país.

O certo é que, os casos de desrespeito das regras estabelecidas são pontuais e ocasionais, não continuados, nem alarmantes.

Contudo, o nosso turismo e a economia, em geral, sofrem as consequências do que se passa na região de Lisboa e agora, também, no Alentejo.

Os residentes têm medo que gente de fora entre na sua zona, criando uma situação de afastamento, catastrófica.

Eu posso testemunhar o que se passa na região onde vivo, no concelho de Gaia, onde não há ajuntamentos, pelo contrário, até as zonas balneares, que noutros anos estariam repletas de veraneantes, estão desertas, ou frequentadas por muito pouca gente.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

É rara a presença de crianças, nas praias, o que me deixa, verdadeiramente apreensiva, porque é tempo dos mais pequeninos apanharem sol e iodo, indispensáveis a um crescimento saudável, pela necessidade de fixação de cálcio no organismo.

Claro que, todos precisamos respirar ar puro, apanhar banhos de sol e de mar, caminhar, andar de bicicleta, nadar.

As piscinas mantêm-se fechadas para evitar a proximidade dos utentes, o que dificulta muito a prática do exercício físico mais completo e saudável.

Felizmente que já se vão fazendo alguns espectáculos musicais e de teatro com as devidas precauções, permitindo aliviar o cansaço espiritual de quem os aprecia e dando trabalho aos profissionais que têm vivido com inúmeras dificuldades neste tempo de confinamento.

Elvas tem dado o exemplo de tudo fazer para que a normalidade da vida cultural da cidade seja retomada, a pouco e pouco.

Desejamos que esse caminho prossiga e que possamos contar com a presença dos nossos vizinhos espanhóis, que tanto gostam de nos visitar e se deliciar com os nossos manjares, tipicamente alentejanos.

Vamos acreditar que esta preocupação, que nos deixa ansiosos, vai passar e voltaremos a poder conviver, sem fronteiras nem distanciamento, uns com os outros, sem receios.