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A AIAR voltou a fazer das suas e pelas melhores razões.

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Constituída por elvenses interessados no potencial da sua cidade natal, altruístas ao ponto de disponibilizarem o seu know-how e rede de contatos, arregaçaram mangas e em vez de falarem, fizeram.

Desperta-se a consciência dos privados. Todos temos um contributo a dar. Não podemos ficar de braços cruzados à espera que outros o façam. É importante o contributo ativo de cada cidadão na prossecução do objetivo comum.

O Forte da Graça foi o palco natural para as que chamaram Conferências internacionais de Elvas. Decorreram na passada sexta-feira, contando com o apoio do município (nem outra coisa seria de esperar) e com a presença do ICOMOS e da Direção Regional da Cultura do Alentejo.

Nuno Franco Pires
Nuno Franco Pires, escritor

Os oradores foram vários, diversas abordagens sobre o potencial turístico e militar de Elvas. Nunca a cidade se tinha sentado para refletir, em conjunto, sobre o seu futuro e traçar caminhos e estratégias. Só por isso já seria de louvar.

Depois de há uns meses nos terem surpreendido com a intenção de criar um Festival Internacional de cinema de Guerra, as conferências vêm demonstrar que não estão para brincadeiras e que parecem determinados em agitar a vida cultural e as consciências dos elvenses. Gosto.

Infelizmente a realização da mesma em dia de semana impediu-me de estar presente mas acompanhei com especial interesse pelas redes sociais e pela comunicação social local.

Prometida ficou uma edição para 2017. Venha ela. Talvez consiga agenda para interessadamente acompanhar o que tem para nos apresentar.

No dia seguinte, também com a sua chancela, foi promovido mais um percurso pelo património.

Desta vez a temática girou à volta de fontes urbanas de Elvas. Guiada por outro elvense, o Professor Mário Cabeças, a lecionar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, um grupo de cerca de cinquenta interessados percorreu o centro histórico para conhecer um pouco mais sobre as principais fontes.

À mesma hora tinha lugar no Forte da Graça a terceira visita especial promovida pelo município, com passagem pela cisterna.

Da união nasce a força. A cidade mexe e trilha o seu caminho.

O quarto aniversário da classificação atribuída pela Unesco está à porta. Neste curto espaço de tempo a cidade mudou, renovou-se e renasceu de alguma letargia em que estava mergulhada. Descobrimo-nos e demo-nos a descobrir, tornamos uma cidade do mundo.

Queremos mais. Tudo nos parece pouco.

Uma palavra de apreço aos membros da AIAR pelo esforço, dinamismo e empenho. Espero que estas sejam apenas as primeiras de muitas iniciativas que promovam com beneficio para a cidade e quem por ela verdadeiramente se interessa.

Palavras leva-as o vento.

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