Covid-19, a pandemia e a vacina
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Opinião de Graça Amiguinho

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Desde março que o mundo vive em constante sobressalto.

Um vírus macabro, vindo da China, invadiu o mundo, passando com artes malabaristas de humano em humano, sem ninguém ter a capacidade de o poder segurar, aprisionar ou até matar, o que seria a grande solução, já que ele mata sem olhar a raça, credo, sexo, idade ou até, compleição física.

O primeiro impacto foi de grande susto, fazendo quase parar o mundo. Poucos foram os países na Terra que não sentiram o impacto de um confinamento que prejudicou as economias, destruiu empregos e, sobretudo, causou a morte e o medo, como nenhum outro vírus nos últimos 100 anos.

Os responsáveis pela saúde da humanidade e os chefes dos governos das Nações têm tido uma luta a nenhuma outra, comparável, porque ninguém ainda consegue ter dados precisos sobre a forma como se propaga e que meios o podem deter.

Os maiores cientistas puseram, no estudo deste vírus, toda a sua atenção, no intuito de ser conseguida uma vacina que proteja a humanidade dos efeitos nefastos que ele causa, a curto e longo prazo, que demorará a chegar, como é natural.

“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo , a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho
“Canto a minha terra, a minha gente! Este povo que amo, a terra arada, o sol ardente!”, Graça Foles Amiguinho

Sobretudo na Europa, durante os meses de verão, os contágios diminuíram e as mortes também. Porém, chegado o outono, o regresso às aulas, anteriormente interrompidas com ensino à distância, e a ideia ilusória de que o vírus tinha ido passear para outras paragens, os números de infetados crescem assustadoramente.

As populações estão mais sensibilizadas para a necessidade de serem vacinadas contra a pneumonia e a gripe, sem qualquer sombra de dúvida. Os mais renitentes, que pensam que poderão continuar a insistir na ideia de que não são doentes, portanto, não precisam tomar vacinas, se não mudarem de atitude, poderão sofrer grandes desgostos.

As notícias são em catadupa, de tal forma que não podemos estar constantemente ligados aos meios de comunicação, porque cairemos no desgaste e no cansaço emocional, ouvindo falar, a toda a hora, de tanta desgraça.

Há ainda a contra informação, cujo intuito é a contestação das medidas tomadas por quem tem responsabilidades acrescidas na preservação da saúde de um povo.

Procuram denegrir tudo o que seja inovação, as novas tecnologias que permitam um controlo remoto de infetados, para que os contactos que porventura tenham tido, sejam avisados atempadamente, e se feche esse circuito de difusão do vírus.

Muitas vezes me interrogo o que é a “liberdade”? Sempre ouvi dizer que a minha liberdade termina, onde começa a liberdade dos outros.

Se eu tiver contraído a doença, que importância tem a minha liberdade e privacidade? Eu sinto-me responsável por todas as pessoas que estiveram perto de mim porque, se não forem avisadas do meu estado, poderão estar infetadas, mesmo sem sintomas, e serem um potencial foco de propagação do vírus e incontrolável.

Infelizmente, haverá sempre “os velhos do Restelo”, aqueles que pensam que são donos de toda a sabedoria e desdenham das iniciativas dos que querem tornar o mundo melhor, contribuindo com a sua inteligência e sacrifício para o progresso e defesa de nobres ideais.
Se a humanidade não tomar consciência do tempo que vivemos, cairemos num abismo do qual não poderemos sair, nem haverá boa vontade que nos salve.

Quantos milhões de pessoas já sofrem na pele, o desemprego, a tristeza e a ansiedade, a dor de terem perdido os seus familiares, vítimas desta pandemia?

Quantos idosos sentem o afastamento dos filhos e netos, que tanto amam, por receio de contágio?

Se nos esforçarmos no cumprimento das regras que tenham que ser impostas, para nosso próprio bem, talvez viver seja mais fácil e mais agradável, evitando a propagação descontrolada deste vírus que nos roubou um tempo de esperança no futuro.

Não tema, vacine-se! A sua saúde, agradece!