Opinião - Graça Foles Amiguinho
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Nestes dias de verão, sempre escaldantes, no Meu Alentejo, procurando um lugar onde corra uma aragem mais fresca e onde se possa estar em silêncio, somos convidados à leitura, à descoberta de realidades que não conhecemos, de histórias que nos aliviem o espírito e nos transportem a imaginação para bem longe de tudo o que estamos vivendo.

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Se esse livro que escolhermos, nos falar da nossa terra, da nossa gente, das suas vidas e das vidas dos nossos antepassados, mais ricos ficaremos, após essa viagem, sem sairmos do lugar onde estamos, levitando, suavemente, nas asas das palavras e do tempo.

Convido-vos a folhearem comigo, as páginas da próxima obra que editarei e da qual, já na semana passada, vos comecei a falar.

Na página 33 de Meu Alentejo, poderá ler: “Santa Eulália, Uma Fortaleza!”

Dizem os escritos históricos que, em 1643, em tempos da Restauração de Portugal, no reinado de D. João IV, se construíram muralhas à volta de Santa Eulália para a defender de possíveis ataques dos vizinhos espanhóis e, em 1644, foi entregue a bandeira de guerra, ao Capitão da Companhia de Santa Eulália, um tal Álvaro Gastão de Valadares.

Conta-se que, na primavera de 1645, setecentos cavaleiros castelhanos roubaram os campos da Aldeia.

Mais tarde, em 1658, a Aldeia rende-se às tropas de D. Luis de Haro, general que comandou o exército espanhol durante a Guerra da Restauração.”

Muito mais poderá ler sobre este tema e ficará surpreendido, como eu fiquei, ao pesquisar a história da minha Santa Eulália.

Um pouco mais adiante, na página 49, encontrará o seguinte título: “Os colchões de lã”

“Será interessante referir que, nesta época, (1946-1969) e em anteriores, os colchões usados, eram feitos em casa, com um tecido riscado, bastante resistente, que se enchiam com lã de ovelha, desenriçada, bem limpa e aberta à mão, antes das noivas se casarem.”

Tradições que neste livro “Meu Alentejo” ficarão para sempre guardadas.

Na página 80, encontra uma narrativa sobre “A história dos preparativos alemães”

“Conta-se uma história, verdadeira, sobre uma carruagem alemã, que descarrilou nas imediações da Estação do Caminho de Ferro de Santa Eulália, cujo troço, entre o Crato e Elvas, integrado na Linha do Leste, foi obra da Companhia Real de Caminhos de Ferro Portugueses, aberta à exploração no dia 4 de julho de 1863, no reinado de D. Luís I, cujo cognome, “O Popular”, governou Portugal nos tempos dos meus bisavós.”

A história não fica por aqui. Irá sorrir, quando a ler na sua totalidade.

Muito mais adiante, na página 161, encontrará muito da rica história do “Castelo Medieval de Elvas”.

Começa assim, esse capítulo:

No tempo de Reconquista Cristã da Península, esta região teria sido inicialmente tomada por forças Cristãs, sob o comando do General Sem Pavor, em 1166, na altura da conquista de Juromenha….

Na página 163, termina assim este tema:

“Gil Fernandes jurou fidelidade a Portugal e a D. João I, provocando, no verão de 1385, um cerco de vinte e cinco dias, pelas forças castelhanas, ao qual a vila resistiu e saiu vencedora…”

Sempre que achei por bem, intercalar prosa com poesia, o fiz, com muito agrado e muito amor ao que escrevo.

A Introdução de “Meu Alentejo” ´´é um poema que já musiquei e gravei. Aqui o transcrevo com muito carinho, seguido do seu vídeo, feito pela minha amiga Paula Freire.

O meu sonho

O meu sonho é tão grande,
Que já não cabe em mim.
Fez morada na planície,
Deste Alentejo, sem fim!
Tem o branco e amarelo dos malmequeres
E o vermelho das papoilas!
É enfeitado de espigas,
Como os chapéus das moçoilas!

Alentejo, és para mim,
Linda moura encantada,
Perfumada de alecrim,
Até alta madrugada!

O meu sonho tem cantigas,
Fantasias, perdições!
Tem tão lindas raparigas,
Que enfeitiçam corações!
O meu sonho é magia e é encanto,
Talvez, alucinação!
É o canto da cotovia,
Que soa nesta canção!

Alentejo, és para mim,
Linda moura encantada,
Perfumada de alecrim,
Até alta madrugada!

Eu não quero acordar,
Deste sonho que me abrasa!
Alentejo, vou sempre amar,
Só ele é a minha casa!

Alentejo, minha raíz,
Alentejo, meu amor de sempre!

Alentejo és para mim,
Linda moura encantada,
Perfumada de alecrim,
Até alta madrugada!

A todos os meus amáveis leitores, desejo um verão calmo, com saúde e boas leituras.

O “Meu Alentejo”, brevemente estará editado.